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Problema das apostas online é um não-problema |
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Publicado por Óscar Gomes
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Um inquérito do Governo britânico revela o impensável: o aparecimento das casas de jogos de sorte e azar online não contribuiu para o surgimento de apostadores compulsivos.
Apesar da especulação à volta da grande influência que o aparecimento dos casinos e casas de apostas online teria no comportamento dos jogadores de jogos de sorte e azar, um estudo da Gambling Comission do Reino Unido conclui que tal não se verifica.
Aliás, devido a uma quebra nas vendas da Lotaria Nacional daquele país, o número total de apostadores desceu dos 72% de 1999 para os actuais 68%.
«Foi algo surpreendente, e um alívio também», afirmou à BBC o presidente da Comissão, Peter Dean. «Existe um número significativo de pessoas que joga online, e nós estamos a segui-las, mas o resultado global revela que não existe um aumento dos jogadores problemáticos desde o último inquérito [realizado em 1999]», acrescentou.
Apenas 6% dos inquiridos responderam que utilizaram a Internet para apostar no ano anterior. Os jogadores problemáticos mantiveram-se os mesmos 0,6% de 1999.
A participação nas várias formas de jogo, exceptuando a lotaria, foi o único item onde se verificou uma subida: dos 46% verificados em 1999 para 48%.
De acordo com o estudo, as formas de jogo mais populares no Reino Unido são a Lotaria Nacional (57%), as "raspadinhas" (27%), as corridas de cavalos (17%), as "slot machines" (14%), outras lotarias (12%) e as apostas privadas (10%).
Para a realização deste estudo foram entrevistadas 9,003 pessoas entre Setembro de 2006 e Março de 2007 acerca dos seus hábitos de jogo, desde as vulgares "raspadinhas" até aos casinos. Ciberia.pt
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