A Microsoft anunciou que vai adquirir uma fatia minoritária de 1,6% da empresa dona do popular site de relacionamentos Facebook por US$ 240 milhões. Pelo acordo, o site foi avaliado em US$ 15 bilhões.
A maior fabricante mundial de softwares estava concorrendo com os portais de buscas Google e Yahoo para comprar uma participação no Facebook, rede social simular ao MySpace e ao Orkut e que possui um total de 49 milhões de usuários ativos. Segundo analistas, o Facebook mantém uma média de 200 mil novos usuários cadastrados por dia e é o segundo portal de comunidades mais visitados da internet, atrás apenas do MySpace, da News Corp., do gigante das comunicações Rupert Murdoch. Com o acordo, a Microsoft será a plataforma terceirizada exclusiva para anúncios online no Facebook dentro e fora dos Estados Unidos. De acordo com dados da empresa de pesquisas comScore, em setembro de 2007 o Facebook foi o sexto portal de internet mais visitado em todo o mundo, registrando 73,5 milhões de visitantes únicos com mais de 15 anos, e ficou em quinto lugar na lista das propriedades online mais clicadas, com 34,5 bilhões de page views. Google e Microsoft têm interesse em uma fatia minoritária no Facebook pelo potencial de publicidade para suas crescentes bases de usuários. Em outra disputa pelo aumento da audiência em portais de gigantes, o Google bateu a Microsoft em 2006 com a compra no valor de US$ 1,65 bilhão do site de compartilhamento de vídeos YouTube. Há pouco mais de um ano a Microsoft anunciou investimentos na rede social Wallop, que teria como foco incentivar redes sociais e o uso de ferramentas online na criação de comunidades, mas a companhia pouco fala sobre o projeto que, ao que parece, não deslanchou. No ano passado, o Facebook rejeitou uma oferta de compra de US$ 1 bilhão feita pelo Yahoo!. Mark Zuckerberg, de 23 anos e que fundou a empresa com apenas 19 anos, expressou intenção de levar ações do Facebook à bolsa, mas não antes de 2009. Os especialistas acreditam que os US$ 240 milhões fornecidos pela Microsoft permitirão ao Facebook financiar planos de expansão, entre eles lançar versões em outros idiomas. O Globo Online - Tecnologia
|