|
Impressoras poderão solucionar falta de doação de órgãos |
|
Publicado por Amílcar Tavares
|
As impressoras jato de tinta podem ser, um dia, uma solução para o problema de falta de doação de órgãos, graças a pesquisadores que tentam criar, por meio desse equipamento, estruturas celulares em três dimensões, afirma a revista "Science".
Essa solução é menos absurda do que parece, diz a revista científica americana em sua edição de sexta-feira, lembrando que cientistas já utilizaram as impressoras para "imprimir" bactérias, levedura e até células-tronco humanas em uma matriz fisiológica. Se encontraram um modo de criar tecidos mais complexos, poderão, então, pensar em criar órgãos suscetíveis de serem transplantados. "Superamos uma etapa", destacou Paul Calvert, especialista em materiais da Universidade de Dartmouth (Massachusetts, nordeste), que já imprimiu células-mãe. "Mostramos que podemos imprimir células e que essas sobrevivem ao processo", explicou na revista. "Se conseguimos encontrar a maneira de construir várias camadas de células, então nos aproximaremos da criação de um órgão e da possibilidade de produzir tecidos que funcionem", acrescentou. Várias equipes de cientistas na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos e no Japão já utilizam há vários anos impressoras jatos de tinta modificadas para "imprimir" células. A técnica consiste em encher o cartucho, não com tinta, mas com uma solução que contém células, e em projetar essa "bio-tinta" em um suporte que permita o crescimento das células, em vez de fazê-lo em um papel. AFP
|