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Começa campanha mundial «Um computador por criança» |
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Publicado por Amílcar Tavares
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A campanha, «One laptop per child», para doar computadores de baixo custo às crianças pobres de todo o mundo teve início nesta segunda-feira, enquanto os aparelhos são fabricados maciçamente na China para começarem a ser entregues no Uruguai, Peru e México.
A organização não-governamental One laptop per child (OLPC, Um computador por criança) parece estar, assim, prestes a cumprir sua promessa: os primeiros computadores portáteis XO, uma tentativa de introduzir as crianças pobres do mundo inteiro na Era Digital, estão sendo fabricados pela Quanta Computer, na cidade chinesa Changshu.
"Contra todos os prognósticos negativos (...) desenvolvemos e, agora, fabricamos o computador portátil mais avançado e ecológico do mundo e projetado especificamente para infundir nas crianças a paixão por aprender", disse Nicholas Negroponte, fundador, há dois anos, dessa organização.
A ONG teve de enfrentar a falta de apoio financeiro dos governos.
Espera-se que a campanha "Give One Get One" (G1G1), iniciada hoje e de 15 dias de duração, impulsione os pedidos, dando um incentivo aos habitantes dos países mais prósperos. A cada computador doado a uma criança, o doador obtém outro. O preço original seria de 100 dólares por laptop, mas quase duplicou, já que os custos subiram depois que Negroponte lançou a iniciativa em 2005.
Algumas empresas já se somaram à campanha. A firma de telecomunicações T-Mobile USA oferece aos clientes um ano de acesso gratuito a seus quase 8.500 sites de conexão à Internet sem fio nos Estados Unidos, caso se tornem doadores.
O maior fabricante de video games, Electronic Arts, no norte da Califórnia, anunciou que doou à organização seu jogo "SimCity", para que sejam incorporados aos computadores, gratuitamente.
A lista de companhias que apóiam a OLPC com dinheiro, tecnologia ou outros recursos inclui Google, Intel, eBay, Advance Micro Devices e News Corporation.
O sistema operacional dos computadores XO se baseia em programas livres. As máquinas estão projetadas para utilizar menos de um décimo da energia usada pelos laptops comuns e incluem a possibilidade de serem carregadas por energia solar ou com uma manivela.
Pensados para ambientes afastados das cidades, os computadores têm câmeras de fotos e vídeo incorporadas, assim como conexão wireless.
A OPLC começará distribuindo seus computadores no Uruguai, Peru, México, Etiópia, Ruanda, Haiti, Camboja e Índia, no final do ano.
AFP
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